Terça-feira, 20 de Janeiro de 2015.
Hoje nasceu um belo dia de chuva!
E clima frio, muito frio, com chuva fica maaaais frio ainda!
Quando saí para a escola não estava chovendo, apesar do tempo fechado. Mas assim que cheguei a chuva caiu com vontade. Na volta, comprei um guarda-chuva no caminho e logo aprendi uma lição: não deixar as luvas em casa, principalmente se chover! Experimentem segurar um guarda-chuva a 8 graus, mais ou menos, com a mão molhada! Não é legal!
Lição aprendida, comprei uma calça mais quente para dormir e vim para casa me esquentar.
Não era um bom dia para passeios turísticos. Se eu não tivesse mais tempo aqui, é óbvio que teria saído mesmo com chuva! Mas, como não há correria, e eu preciso estudar, estudei o dia todo! Além disso, as ruas de Roma também enchem d'água, viu! Achei que não havia a necessidade de me aventurar.
Está sendo ótimo conviver com os italianos, ser obrigada a falar a língua deles e ver, mesmo com dificuldade, a comunicação acontecer. Isso já é muito bom. No entanto, falta-me muito! Preciso me acostumar com gramática, com as expressões comuns, e principalmente conhecer cada vez mais o vocabulário desta língua, e para isso não posso me esquecer que vim aqui para, além de passear, estudar muito!
Então hoje aproveitei a chuva e estudei bastante!
A noite a chuva deu uma trégua, então foi hora de aproveitar e ir ao mercado, pois comer só yogurt, pão integral e queijo branco por 1 mês também não dá! Já emagreci uns dois quilos eu acho (ótimo!), mas doente aqui não posso ficar.
Ir ao mercado não é tarefa muito fácil, pois o que é perto fica bem mais longe carregando peso. Mas, como malhar é preciso, e comer também... partiu mercado!
E foi um passeio turístico! Mesmo já tendo ido lá antes, como agora precisei comprar mais coisas, percebi o quanto é difícil entender e encontrar certas coisas! Eu parava em frente aos queijos e pensava: "e agora"? Qual é o salgado, sem sal, o gordo, o magro...? É tanta coisa diferente! Parava em frente às carnes e... "e agora"? Se no Brasil já não sou especialista, aqui então! No Brasil pego logo uma alcatra ou um contra-filé e sempre dá certo! rs.. Mas e aqui?
Então vi lá "vitelo"! Uns bifes fininhos, claros, uma carne bem bonita, e tive a ideia de recorrer ao google para saber o que era. Com a internet super lenta ainda consegui ler, olha só a primeira coisa que li:
"A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia. O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar. Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia. "
Oi?????
Li mais um pouco...
"Assim que os filhotes nascem são separado de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias. Após serem removidos, os filhotes não confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso, alimentação que consiste de substituto do leite materno.
Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro de sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate."
Nessa hora parei de ler, traumatizei e não comprei! Como assim? Tadinhos!
Depois disso observei que nas etiquetas eles especificam se aquela carne é de bovino adulto ou não. Entendi o porquê e agradecida escolhi uma de adulto e pronto!
Nestas compras eu tinha uma missão especial: comprar ingredientes para cozinhar um feijão gostosinho, fazer um arroz branco, bife acebolado e uma saladinha. Que sonho!! Muito fácil, claro! Se estivesse no Brasil! rs.. Não encontrei calabresa, carne seca nem bacon, só similares após algum tempo de observação e perguntar à atendente do balcão das carnes.
E para escolher legumes e verduras, uma novidade: luvas para pega-los! Nem todo mundo obedece, mas há luvas para manuseá-los. Depois que escolhemos, nós mesmos devemos coloca-los em uma espécie de balança, digitar o código, pegar a etiqueta do preço e colocar no saco respectivo. Claro que fiquei uns 5 minutos andando por perto e observando o que fazer antes de partir para a ação! rs.. Falando não parece, mas olhando a primeira vez parece bem complicado.
E as pessoas... Elas não se olham muito no mercado aqui! Parece que tá todo mundo em transe, vidrado no que precisa comprar, e nada os tira da direção programada para isso. Não se vê o bate-papo entre conhecidos que se esbarram (tipo no Guanabara, sabe? rs..) .. Na verdade, eles nem olham muito para o lado para por acaso ver os conhecidos! rs.. E sempre com pressa! Parece que o mercado vai fugir dali a qualquer momento! Povo sério...
Na hora de pagar, duas opções: pagar no caixa, como conhecemos no Brasil, ou pagar em uma máquina de "autoatendimento". Claro que eu não me arrisquei, fui no tradicional! Da próxima vez eu passo de nível! rs..
Ao receber as compras para ensacar, a atendente pergunta se quer "bolsa" ou não, pois a maioria das pessoas aqui levam suas bolsas e carrinhos de casa, o que eu acho muito bom. É uma hábito que os mercados e lojas no Brasil andaram um tempo tentando implantar, e até fazem campanha para isso, depois que uma lei de proteção ao meio ambiente foi criada, eu acho. Mas nem os estabelecimentos nem as pessoas levam muito a sério.
Compras feitas, amanhã será dia de cozinhar! Hoje, só saladinha (muito boa) que o "Chef" Ivan preparou!
E pra não dizer que hoje não teve foto... rs.. Insalata!!

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